Na calada da noite: o poder do silêncio nos atuais filmes de terror

Já dizia o velho ditado popular que se não houvesse trevas, não seria possível reconhecer a luz. De uma maneira prática, o silêncio e o som também funcionam da mesma forma. Em meio a um mundaréu de barulhos, um ruído não se destaca. Mas é só se diminuir o volume que o cair de um alfinete se equipara a uma turbina de avião. É munido desse poder que o cinema de terror tem se destacado entre os demais gêneros, ao utilizar o silêncio de maneira prolífica ao longo de sua existência.

De forma geral, o impacto do silêncio e da sua quebra tem sido usado para dois fins: o de grudar os espectadores na poltrona ou de fazê-los saltar delas. A este último chamamos de jump scare, popularmente conhecidos como “(filmes de) susto“. Nesta ferramenta, o silêncio é usado após trilha sonora de tensão, para fazer a audiência relaxar antes de ser pega de guarda baixa sob um grito ou uma figura assustadora que aparecerá do nada. No início do século XXI, contudo, o sucesso deste instrumento fez com que ele gradativamente engolisse todo o gênero do horror, de forma que o público passou a confundir terror com sustos, com histórias ralas e rasas, Leia a notícia completa

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