Crítica | Submersão (2018): afogado em um mar de ambições

Abordar inúmeros temas diferentes em um longa de duas horas não é, necessariamente, a receita para o fracasso. Quando se trabalha pela harmonia de aspectos técnicos, roteiro eficiente e direção competente, embora trate-se de uma tarefa difícil, é possível atingir resultados notavelmente complexos e significativos. “Submersão“, mais recente trabalho do célebre diretor alemão Wim Wenders (“O Sal da Terra”), exemplifica bem como, ainda que o filme apresente ótimas qualidades, quando não há o equilíbrio perfeito, ele acaba afundando em suas próprias pretensões.
Baseada num livro homônimo escrito por J.M. Ledgard, a trama acompanha dois momentos truncados da história de amor entre Danielle (Alicia Vikander, “Tomb Raider: A Origem”), exploradora do oceano em busca de provar sua tese sobre a origem da vida, e James (James McAvoy, “Atômica”), misterioso espião britânico disfarçado de empreiteiro que atua no ramo da água na África. Enquanto a primeira linha temporal é focada no início do relacionamento, quando ambos se conhecem em um hotel francês, o segundo momento aborda os acontecimentos nas missões de cada um, razão pela qual eles acabam se distanciando.
A relação do casal é o único respiro de inovação trazido por Wenders nesta obra. Por mais problemática que seja a narrativa escrita por Erin Dignam Leia a notícia completa

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