Crítica | Em Pedaços (2017): os cacos da Europa

“Em Pedaços”, longa de Fatih Akin (“Soul Kitchen”), vencedor do Globo de Ouro (mas esnobado pelo Oscar) de melhor filme estrangeiro do ano de 2017, escolhe o caminho difícil e aborda um tema urgente e polêmico de forma bastante dura e direta. Não é surpresa para um filme alemão, e a história de uma mãe de família que perde seu marido e filho num ataque terrorista xenofóbico, não tenta dourar a pílula diante de um acontecimento cada vez mais recorrente no contexto de crise de identidade europeia.
Na primeira sequência do longa, vemos Katja (Diane Kruger, injustamente esquecida nas premiações) diante do inspetor de polícia que lhe reporta a tragédia familiar, informando-a que qualquer reconhecimento dos corpos precisará ser feito a partir dos pedaços restantes, pois as vítimas foram destroçadas pela explosão de uma bomba de pregos. O detalhe macabro dá o tom de uma narrativa que não possui alívios cômicos, resoluções fáceis ou momentos em que o próprio espectador não se sinta frágil, vulnerável e em perigo, como a protagonista.
Kruger mergulha de cabeça nessa mulher que precisa de um abraço, oferecendo-a camadas de interpretação que raramente vemos em seus filmes mais comerciais. Embora ela seja reconhecidamente uma boa atriz, não Leia a notícia completa

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