Crítica | A Morte de Stalin (2017): a acidez da URSS

Tragédia e comédia, por mais contrastantes que possam parecer, são estilos destinados a caminharem juntos. E o gênero do humor negro é, de longe, o que melhor trabalha essa dualidade nos cinemas. Seja abordando críticas sociais pesadas ou questionando o horror do ódio e da violência, esta categoria não chega a tratar esses temas de forma leve, mas possui um sabor agridoce que não costuma agradar a todos. “A Morte de Stalin” é mais um ótimo produto desse modelo, capaz de nos fazer rir e, ao mesmo tempo, nos fazer indagar se realmente é certo zombar disso.
O longa conta a história imediatamente posterior à morte do ditador soviético, usando os fatos já conhecidos com algumas liberdades, porém sempre de forma bastante irônica. Essa decisão dá o tom de todo o filme, que mesmo flertando com o documentário dramatizado, sempre deixa claro que se trata de uma sátira. O que vemos em seguida é a representação de como o comitê do partido comunista definiu a sucessão de poder na URSS de forma tão estapafúrdia e mirabolante, que chega a ser impossível desacreditar que tudo aquilo aconteceu de fato.
Fazer humor ácido com qualidade é uma das tarefas mais árduas do cinema. E, Leia a notícia completa

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